25.2.12

Tento ter palavras, mas não as tenho. Não é falta de querer, mas de crer. Crer que isto é real, doloroso e constante. Dói e remói, dói e corrói (...) sorte a minha ter uma mente de criança, que se quiser voar, imagina e consegue.

Mas eu não quero voar, quero ter os dois pés bem assentes no chão. No entanto, imagino-me de ferro ou vidro anti-bala, para que tudo o que supostamente me deveria atingir e deitar ao chão, não conseguir fazer o mais relevante dano, pois como eu disse, gosto de manter os pés bem assentes no chão, não os joelhos ou qualquer outra parte do meu corpo. Não confronto, porque sou humilde, não desisto, porque tenho vontade de lutar e não deixo de lado, porque amo. É simples, e gosto de o manter assim, porque sempre me ensinaram que o gesto simples é o mais bonito e eficaz.

- Mariana Lopes.

23.2.12

Farta de reflexões, impossibilitada de acabar com elas.

21.2.12


Sim custa, custa saber que talvez tudo isto tenha e esteja a ser em vão. Custa saber que após tudo isto ainda lhe continuas a dar importância. Sei que é conversa de miúda mimada, mas dói e continua a corroer-me o juízo até ao último neurónio. Odeio estar sempre envolvida em interrogatórios dentro da minha cabeça "será que espero?", "será que não espero?", "será que ele ainda sente o que sentia a 4 semanas atrás?"; são perguntas irritantes e que estão sempre num constante vai e vem. E o problema, é que depois perco a noção, não meço as palavras e as acções e faço as lindas figuras de ontem a noite. Sinto-me ridícula, decidi seguir o "deixa voar, que o que é teu há de voltar" e no entanto não o respeito (não te respeitando a ti também).
Tive a intenção de me pôr a prova, tive e tenho vontade de arriscar, mas no entanto não sei para onde me virar. Estou meramente, a mercê do tempo...
Sou burra e sou estúpida. Ao que parece ainda não meti na cabeça o conceito sólido de "tempo para mim".

18.2.12


Ontem, bem se pode dizer que foi bem difícil. A vontade de entrelaçar os meus dedos das mãos nos teus e fazer-te festas na nuca enquanto conduzias, beijar-te quando te aproximavas, abraçar-te por trás cada vez que te encontrava num sector das lojas... era muita. Penso que aproveitava qualquer assunto para meter conversa e conseguir abstrair-me do facto de que nada disso ser mais possível. Reparei também que o elástico castanho que eu te dera numa tarde passada no carro, tinha desaparecido. Doeu ver o teu pulso vazio, pelo menos foi assim que o vi. Pergunto-me se também apagaste as nossas fotos, se tentas não pensar em nós e principalmente se esse coração ainda bate por mim.
Bem eu ainda passo por tudo isso, são coisas, que duvido que tão cedo me passem ao lado. Não me importo se isso me faz chorar ou se me faz mal, porque se eu choro, é porque antes sorri, e muito.