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8.12.11

Não tenho palavras. Poder-te-ia dizer para me leres as lágrimas, mas seria ridículo e não iria adiantar de nada, pois a pena é algo que apenas irá atenuar o problema sem qualquer tipo de humildade. Poderia pedir-te desculpas, mas nunca fui muito de ir atrás desse termo, para mim é mais uma daquelas tretas de etiqueta que impingiram na sociedade e que as pessoas utilizam para despachar os problemas. Já te disse uma vez, precisamos de falar, na cara, e com a máxima dedicação possível, porque de certa forma tens razão... A M e o N, o N e a M já não fazem sentido há um bom tempo, mas a bem ou a mal eu quero resolver isso, estou farta de ser um rótulo e aposto que tu também! Mas enfim, de qualquer das formas, já não devo precisar de me preocupar com isso, visto que fiz merda à grande. Confias em mim uma porrada de vezes e eu quebro tudo isso devido à minha mania de querer ser a heroína, ajudando todos os que me aparecem a frente. Daí não ter palavras para resolver mais este afastamento, porque se calhar é assim que as coisas devem continuar, porque se calhar já não fazemos mesmo sentido nenhum. Eu continuo a amar-te, independentemente de tudo o que passamos. Fizeste-me crescer imenso, mesmo sem dar conta; ensinaste-me a ouvir hip-hop (ahah), a ultrapassar os maiores dos obstáculos, a enfrentar certos assuntos com a maior das tranquilidades, a sorrir para a vida por mais vezes que ela me dei-te a baixo (...) nem sei N, sempre foste um suporte enorme para mim... Família, lembraste? Vivências que não quero que se transformem em meras memórias. És um irmão, alimentaste-me sorrisos com esperanças, gargalhadas, sonhos, parvoíces, conforto, tudo! E acredita, que se algum dia eu te dei a entender que nunca dei valor a isso, demonstrando o quanto estúpida eu sou, é porque realmente não mereço a tua amizade, mas ai lembra-te, falhar só não falha quem não faz nada, quem não vive as coisas e o momento. Queria dar um recomeço a Mariola e ao Kabulitri, bem que eles precisam ( …) mas para isso, também preciso de ti. Quando puderes estarei cá. ♥♥



17.10.11

Os nossos olhares, as nossas mãos, os nosso carinhos, as nossas embirrações, os nossos abraços, os nossos lábios, o nosso pequeno segredo (...)

13.9.11

Como é que alguém pode ser tão cego e ao mesmo tempo tão perspicaz com cada pormenor de certa pessoa? Tu lá forças e reforças essa tua ideia de quereres andar com uma sex bomb, mas onde é que está o objectivo? Teres amigos teus a babarem-se após a vossa passagem, olhando única e simplesmente para as belas e perfeitas formas das suas bordas e curvas? Sim realmente, quem não queria? Deixar o sentimento de lado e trocá-lo pela fama de engatatão é certamente algo sensato de se fazer. Simplesmente me preocupo contigo e sei que caso isto comece, quando acabar vai ser, uma amizade pelo cano a baixo, ela super desanimada e tu, sempre com aquela ideia de que nenhuma mulher te consegue fazer feliz. Abre os olhos.

9.9.11

Com o saco cama pelas costas e computador no colo, encontrava-se Matilde encostada a uma parede do quintal do amigo Miguel, acompanhada apenas pelo silêncio da noite e pequenos pontos de luz branca no céu. Estava a ver a sua série favorita na Internet, e enquanto o fazia, pensava de o quanto extravagante e ficcional ela era. Era impossível haver tanta aventura relacionada com jovens entre apenas os 15/18 anos de idade, era simplesmente surreal, mas compatível com as ilusões e fantasias de Matilde. Quanto mais ela se agarrava a série, mais se desligava do mundo. Tudo acabara por se tornar em pensamentos e lembranças de noites, abraços, sorrisos e principalmente palavras que trocou com Sara, uma das suas melhores amigas. Sara morria de amores pelo melhor amigo de Matilde, Nelson (que lhe era duplicadamente correspondido), e acabara de lhe contar o que se terá passado nessa noite entre ambos. Nesse momento, instalou-se uma melancolia incontrolável em Matilde, visivelmente notável por Sara. Então Sara pergunta-lhe como estavam as coisas com António, o recente e suposto residente no coração de Matilde e também grande amigo de Nelson. Matilde responde-lhe com um simples "normal", mas Sara repara que algo se passa e aprofunda mais o assunto, até que Matilde lhe fala que Nelson lhe dá conselhos instáveis sobre António. Contou-lhe de como num dia a apoia em seguir em frente, como noutro lhe diz que é um erro e que deve desistir. Sara melhor que Matilde, conhecia as artimanhas de Nelson na área das paixões, e sugeriu-lhe que talvez Nelson estivesse apaixonado por ela. Óbvio que tal coisa nunca ocorrera na cabeça de Matilde. Nelson seria o seu melhor amigo de sempre, era como um irmão de verdade. Quando o Joaquim, o primeiro verdadeiro amor de Matilde, começou a andar com Catarina, era ele quem lhe ligava todas as noites para a consolar até adormecer, por isso, nunca na vida ela trocaria isso por algo mais.
Meu Deus, cada palavra dita por Sara e relembrada, era como dinamite na cabeça de Matilde. E se Matilde realmente gostasse de Nelson? E se aquelas fracções de segundos quando os seu lábios quentes e carnudos chocavam nos seus fossem mais que puras brincadeiras e demonstrações de afecto amistosas? E se cada entrelaçar de dedos e pernas durante o sono, fossem sinais destinados a concretização? (...) Não! Nelson/Matilde, Matilde/Nelson, simplesmente não combina!
Raparigas do tipo dele não eram como Matilde. Aos olhos dela, Nelson era muito superficial nas suas escolhas, daí ele nunca ter tido grande sucesso.
Ela não conseguia absorver mais nada se não esses pensamentos. Tentava-se esforçar por pensar em António mas não, Nelson era mais forte que ele nesse momento. Lágrimas começaram a escorre-lhe pela face, aterrando-lhe nos lábios. Sabiam a medo. Medo de perder o seu melhor amigo por uma parvoíce banal e estúpida do coração. Ela sabia que tinha que largar estes pensamentos e seguir sem lhe contar nada. Tudo iria ficar guardado entre ela, Sara e pelos antes mencionados, silêncio da noite e pequenos pontos de luz branca no céu.

6.8.11

Não te consigo dizer como, mas garanto-te que sinto que te estas a afastar de novo. Se é para voltar a acontecer, assim seja, mas asseguro-te que desta vez eu já não te volto a perguntar "qual é o teu problema?" - caso estejas com essa secura, não me procures quando voltares, obrigado.